Num cenário espirituoso e irreverente, Lázaro entrevista Mãe beata. Na conversa descontraída, a religiosa fala sobre a luta das religiões de matriz africana e dos direitos da mulher no Brasil.
A religiosidade do povo de santo de Maragogipe, cidade histórica
do Recôncavo Baiano, é retratada neste documentário. Poucas cidades
brasileiras possuem a característica religiosa de Maragogipe. Com
belíssima fotografia e linguagem poética, Casa de Santo traz informações
sobre as nações do candomblé Ketu, Angola e Jeje, além de retratar uma
festa de Caboclo, marca do encontro da cultura negra e indígena no
Candomblé. O filme traz ainda uma discussão inédita: pela primeira vez, o
Terreiro do Pinho é documentado. O Pinho segue os preceitos da nação
Jeje e foi fundado, segundo seus seguidores, em 25 de dezembro de 1658, o
que faz com que a história do candomblé precise ser revista, uma vez
que se atribui seu nascimento, como conhecemos hoje, ao século XIX.
O xirê completo do Orixá Ogum com a letra dos canticos em yoruba e
abaixo as suas respectivas traduções para o português. Orixá ogum o
orixá da luta, vencedor, destemido, vitorioso.
Sua saudação: Pá ta kori Ogum dia da semana: terça-feira
A história de repressão aos cultos
afro-brasileiros não é restrita a casos isolados no Brasil, acontecendo
em todo o território nacional. Em Maceió, em 1º de fevereiro de 1912, a
intolerância racial e religiosa parece ter atingido um dos seus níveis
mais violentos. O quebra-quebra atingiu todos os terreiros da cidade,
convertendo-se em um massacre e deixando marcas profundas na cultura
local.
Em 1912, a República Velha passava por uma
fase especialmente turbulenta. A eleição do Marechal Hermes da Fonseca à
Presidência, dois anos antes, acontecera sob fortes questionamentos
daqueles que desejavam um presidente civil. Setores ligados ao Exército,
os quais apoiavam o presidente, advogavam a necessidade dos militares
intervirem na política, marcada pela forte corrupção e pelo mando das
oligarquias. Esta ideologia deu início a Política das Salvações, onde
governadores eram derrubados por meio de golpes militares. O estado de
Alagoas do início do século também estava sob o mando de uma oligarquia.
Governador por 12 anos, Euclides Malta era acusado por seus opositores
de decadência moral, devido às suas relações com os terreiros de Maceió.
O Quebra de 1912 aconteceu num misto de motivações políticas com
preconceitos contra os templos afro-brasileiros, sendo as entidades
africanas demonizadas e associadas a práticas de bruxaria. O
acontecimento, que levou a deposição de Malta, gerou também um
retrocesso no processo de afirmação da cultura negra numa sociedade
pós-escravocrata, tendo repercussões em todo o estado.
O documentário trata da promoção da saúde, do direito à saúde, do
respeito às orientações sexuais e o acolhimento às pessoas vivendo com
Aids nos terreiros. Fruto de parceria do Ministério da Saúde com a Rede
Nacional de Religiões Afro-Brasileiras, o filme aborda a participação
das lideranças de terreiros como controle social.
Gisèle Cossard Omindarewa, 86 anos, é francesa e mãe de santo no candomblé do Rio de Janeiro. Oriunda da burguesia parisiense, ela vive há muitos anos na Baixada Fluminense. O filme procura reconstituir a sua trajetória através das lembranças de sua infância e juventude, de sua participação na resistência francesa ao lado do pai, de sua vida africana como mulher de diplomata, de sua iniciação no candomblé nos anos 1960 e, principalmente, da sua atuação como mãe de santo no terreiro de Santa Cruz da Serra. São momentos de sua história individual que se cruzam com a vida coletiva e religiosa.
Prêmios:
Melhor documentário no III Festival de Filme Etnográfico do Recife (2011). Melhor edição no BAFF-Bahia Afro Film Festival (2011). Convidado a participar do 13° Festival de Cinema Brasileiro em Paris (2011).
O que teriam em comum Ogum, o primeiro dos orixás, e Antônio, o bondoso
santo casamenteiro? Para o negro africano cultuar orixá como se fosse
santo católico era apenas uma questão de sobrevivência. O filme
questiona o grande mito religioso do Brasil: o do sincretismo.
Do mesmo diretor de Soldado de Deus (2004), o documentário questiona o
mito do sincretismo religioso no Brasil. Relativiza esse conceito
polêmico e enfatiza a fé, manifestada em um ou em outro sistema de
crença, com freqüência em ambos. O documentário traz depoimentos de
pesquisadores, autoridades do candomblé, freis e devotos do catolicismo,
que apresentam um painel dos pontos principais de cada uma das
religiões apresentadas.
Video documentário do programa Reis da Rua, que traz um pouco da história deste maravilhoso babalorixá que tanto contribui para nossa religião, Vale a pena assistir.